De volta ao passado. (??)

Acompanhando alguns sites de cinema e filmes nos últimos tempos, me deparei com uma leva de remakes de clássicos, como , Karatê Kid, Highlander, Besouro Verde e Poltergeist, surgiu uma dúvida, será mesmo que os remakes valem a pena?

Antes que comece o apedrejamento, me explicarei: todos esses filmes, e muitos outros, marcaram gerações… Foram divisores de água, heróis de milhares de crianças, causador de pesadelos de centenas de adolescentes, ou seja, tinha o composto magia na composição da obra, um quê de deslumbramento das gerações passadas. A pergunta que não quer calar é: será que esses remakes honrarão o legado de seus originais? Será que aquela geração que foi premiada com clássicos como Os Goonies, Garotos Perdidos, O Exorcista e os citados anteriormente aplaudirá as readaptações novamente? Confesso que o que eu mais queria presenciar era aquele cara já na casa dos 40, 50 anos compartilhando com os filhos filmes que marcaram suas vidas, “aquele” filme onde rolou o 1° beijo, aquela música, aquele feeling de aventura, inocência e medo.

Trazer filmes desse porte de volta às telonas é uma responsabilidade imensa dos diretores, atores, roteiristas e de quem mais estiver envolvido no processo, pois o legado é imenso, de modo que a fama desses filmes perdura até hoje e são tidos como aclamados mundialmente. O que dizer do Besouro Verde? Na primeira versão, o motorista do Besouro era nada mais que Bruce Lee (deu pra sentir o drama?) – informação repassada pelo meu pai, admito – não no auge de sua fama, mas um pouco antes disso, o que dê ao filme um maior toque de raridade.

Um remake que muito me decepcionou (que comece a Inquisição…) foi o de A Fantástica Fábrica de Chocolate, que ao meu ver, foi produzido visando prioritamente os efeitos gráficos e o fato de ter Johnny Depp serviu mais ainda pra tirar de foco a valorização da honestidade, da humildade e da importância de se ter uma família unida, pontos cruciais na versão antiga com Gene Wilde incorporando Willy Wonka.

Nessa geração onde o que mais importa é a roupa com a qual se vai ao cinema, o dia mais barato pra se ver um filme, ou o que comprar pra comer nas Americanas, o ato de prestigiar um filme ficou em segundo plano, ou se assiste ao filme porque aquele ator bonitão estará atuando, ou porque “todo mundo diz que é legal” é no mínimo repugnante. Quem garante que não retratarão o Highlander de uma forma totalmente pop, só no intuito de encher bilheterias? Christopher Lambert? E o que dizer de Karatê Kid, com toda aquela aura, com Daniel San, Senhor Miaghi não tão “hollywoodzado” e Peter Cetera ao fundo? Os de hoje desconhece essa aura, ou a conhecem superficialmente, e diante disso, só posso dizer que, quando tiver filhos, eles terão acesso às melhores produções, conviverão em meio a clássicos, à magia, à inocência de achar que a Caroline aparecerá na TV de casa.

Anúncios

1 comentário

Arquivado em (Pop) Art, Isso sim é filme!

Uma resposta para “De volta ao passado. (??)

  1. A crítica com relação à Fantástica Fábrica de Chocolate, pra citar um exemplo, é bem vinda. Mas há ali não uma tentativa de remake íntegro, com toda a inocência transmitida pelo clássico que a gente cansou de ver na TV à tarde. O Tim Burton – pelo menos é isso que entendi quando assisti – procurou refazer o filme em homenagem não às crianças de hoje, com um conhecimento tão breve quanto a velocidade das tecnologias (como já era uma das crianças no 1º filme), mas sim àquelas crianças que viram o original e hoje são adultos bem ou mal sucedidos, com ou sem filhos… o problema maior foi ele não ter alertado sobre a ideia, o que faz pensar se a bilheteria seria tão grande se o fizesse.

    Bom saber que Besouro Verde também é um remake, não sabia dessa. Tenho medo de essa moda de remakes se espalhar pelas trilogias, foi essa a primeira coisa que pensei quando li o título, basicamente temendo um novo “De volta para o futuro”, que tenho junto com Guerra nas Estrelas (o antigo, embora ainda goste do 2 ‘primeiros’) e Indiana Jones como uma das coletâneas para a posteridade.

    Alguns filmes têm uma capacidade certeira até o momento, como é o caso bem sucedido dos novos Batmans, mas até onde a obra pode ir sem a interferência das produtoras, deixando o Cristopher Nolan trabalhar em paz como não deixaram o Burton fazer da 1ª vez, após o 2º filme, com Mulher-Gato e Pinguim?

    Temo por alguns remakes como no caso dos Goonies, que até hoje só assisti 2 vezes, não porque não gostasse, mas pra evitar observar detalhes que hoje eu consigo observar.

    Não sou absolutamente contra os remakes, mas, assim como você disse, a magia que os originais traziam sem esforço correm um certo perigo. A mim parece como os jogos da Nintendo, que até hoje eu jogo quando tenho oportunidade, em relação aos com 1 bilhão de gráficos de hoje em dia, que são bons, dão entretenimento, mas você pode descartar de levar pro seu rebento em uma análise mais séria e crítica de quais valores – eles existem até mesmo em video-game – você quer que ele aprenda.

    Se me aparecerem com uma proposta por um “The New Clockwork Orange”, eu peço licença do cinema por tempo indeterminado.

    Nossa, comentei demais, mas é um tema muito bom! Beijos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s