#Vida de Solteira: a jornada rumo ao desconhecido.

Ok, esse é um texto feito por uma solteira, para outras solteiras, a fim de não entrar em desespero achando que é a única avulsa no mundo. Quase todas as minhas amigas namoram, e pra ser sincera, vejo mais vantagem na solteirice do que no namoro, já explico o motivo.

Primeiro: não sei se o problema é o namorado, ou as amigas, porque na minha cabeça, namoro não é sinônimo de cárcere e sumiço, e como estou presenciando a abdução das minhas queridas, começo a suspeitar de que elas estão namorando extraterrestres.

Segundo: esse negócio de “é tão fofinho ver ele com ciúme da minha roupa”. Olha, já tive um ex que começou assim, com o passar do tempo, ele se achava no direito de me dizer com quem eu deveria falar ou não. Uma coisa é cuidado, outra é frescura, outra é insegurança, e outra é loucura em potencial.

Terceiro: ligações de manhã, à tarde e à noite. UM NAMORO NÃO É UM EMPREGO ONDE VOCÊ PRECISA BATER PONTO 3 VEZES AO DIA. Uma ligação de surpresa pra mandar um beijo ou pra dizer “te amo” é mais do que suficiente e agrada muito mais do que 3 (ou mais) ligações ao dia pra perguntar o que você tá fazendo, o que tá comendo, o que tá vestindo e no que (ou quem) tá pensando.

Quarto: Presente. Entro em total pânico em datas especiais e nunca sei o que comprar, se isso fará de mim uma péssima namorada, então assino embaixo. Sabem por que digo isso?! Porque gosto de surpreender, dar algo feito por mim, com um toque pessoal, e não um presente embrulhado pela vendedora da loja, e por incrível que pareça, tem homem que prefere o presente do shopping.

Quinto: Dia dos Namorados. Uma data que me dá vontade de sequestrar o moço pra qualquer lugar inóspito, porque se tem uma coisa para a qual não tenho a menor paciência é frequentar locais lotados, sendo obrigada a ouvir Roxette e passível a presenciar uma “Loucura de Amor” a qualquer momento. Sem chance.

Sexto: sair com os amigos. Aqui o bicho pega. Pois ao contrário da maioria das mulheres, não me incomodo se ele quiser sair com a turma vez ou outra, é simples: sou uma adulta, ele também. Temos nosso círculo social e nossos amigos pré namoro, então não há o menor motivo pra proibição, desde que ele não veja problemas no fato de eu sair com minha turma de vez em quando, se tá comigo, confia em mim, amigo. Futebol, ensaio da banda, estudos, e barzinho com os amigos tá liberado, e se ele ficar com outra, a consciência é dele, não minha, pode parecer frieza, mas não é.

Sétimo: conhecer a família. É um ritual do qual tenho pavor. Motivo: meus familiares são loucos, me envergonham e adoram tirar uma onda com a minha cara. Não quer dizer que são ruins, mas família tem um negócio com querer envergonhar a gente que é uma maravilha, então se não tiver bom humor…

Por esse ponto de vista, sim, prefiro ser solteira, porque prisão, falta de confiança, antipatia, ciúme exagerado, frescura e falta de sinceridade não rola. Vai sair com os amigos? Me diga, é na boa. Não gostou da roupa que to usando? Me diga, que SE eu concordar, troco na boa, porque tô me arrumando pra você, não pros outros. Não gosta de fazer certos programas comigo? Beleza, me diz, que entramos num consenso pra que nenhum dos dois abra mão do que gosta.

Analisem aí o que é melhor, que agora vou trabalhar. ;*

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4 Comentários

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4 Respostas para “#Vida de Solteira: a jornada rumo ao desconhecido.

  1. Adorei o texto! Tanta coisa com a qual eu concordo…
    A questão dos ciúmes… Bem, quem não sente ciúmes de quem se gosta, né? Eu sinto ciúmes da minha mãe, dos meus amigos, é claro que vou sentir ciúmes de um namorado/noivo/marido também. E normal que ele também sinta por mim. Mas se a gente não tiver na cabeça a segurança de que aquela pessoa está com você por um motivo e enxergar em tudo uma possível escapulida, uma coisa é fato: ambos serão infelizes. Eu não quebro o pau cada vez que meu homem cumprimenta ou conversa e ri com uma amiga, por isso não aceito o contrário.
    Mesma coisa a questão de sair com os amigos. Não é porque duas pessoas formam um casal que elas perdem todas as características que tinham como pessoa singular. Provavelmente terá um amigo que o outro não traga, um programa que o outro não vai querer participar. Daí, qual é o mal de ir sozinho, seja o homem ou a mulher? Ninguém nasceu colado, não é porque assumiu um compromisso que vai ser assim agora, oras!
    Enfim, eu vejo vantagens e desvantagens em ambas as condições – solteira/comprometida -, mas para as duas coisas é preciso estar muito bem consigo mesma, para não transformar a vida de ninguém – mesmo que seja a sua própria – em um inferno!

  2. PUUUTA QUEO PARIIIU, CARALHO, ONDE É QUE EU ASSINOOO???!?!?!

    Definitivamente, se for pra passar por tudo isso é melhor continuar solteira. Tá certo que já tô solteira há muito tempo e já tô sentindo falta de alguém pra me fazer companhia, mas de fato concordo com tudo que você falou aí. Tirando o sétimo, já que nunca apresentei namoradjenho pra minha família, então não sei como vai ser, mas de resto?

    1. Quero mais é estar por perto das minhas amigas como sempre estive, sendo solteira ou não.
    2. Ciúme da minha roupa é o cacete, tô me arrumando pra ele. Se outros me olham, fuck. É com ele que eu tô e ele que não ache ruim. Também só troco de roupa SE eu tiver a fim de trocar.
    3. Ligação o dia inteiro é um porre. quer controlar a vida de alguém? Compre um tamagoche.
    4. Não sou criativa, principalmente quando é pra comprar presente pra homem. Mal sei decidir o que dar de presente pro meu pai, quanto mais pra namorado…
    5. Quero mais é ser surpreendida. Shopping + cinema é clichê demais. Jantar + motel dá pra fazer qualquer dia. Prefiro que o cara cozinhe pra mim na casa dele, que me leve pra um lugar que ele gosta e que eu não conheça, me leve pra uma praia deserta à noite, pra qualquer um lugar isolado onde não seja tão cheio de casaizinhos gutiguti que me dá nos nervos.
    6. Pode ir pra onde quiser com seus amigos, gatão, eu NÃO LIGO! Desde que você me diga onde vai e com quem vai, porque se você vai e não me avisa, vou achar que está fazendo algo que não posso saber e aí o bicho pega. Mas eu quero mais é que o cara tenha os amigos dele e digam suas besteiras juntos, porque também tenho minhas amigas e quero poder fazer o mesmo. E faço questão de que os amigos que não são em comum sejam apresentados uns aos outros, assim sei com quem o cara tá e isso faz eu me sentir mais segura.

    Será que é tão difícil assim?

  3. @tayane_barros

    Amei o texto, existem pessoas e pessoas não é?
    No namoro existe dialogo, o meu por exemplo, eu odiavaaa algumas coisinhas, algumas cobranças, que hoje em dia, não existe tanto como antes, porque mostrei os motivos…
    Pra namorar tem que ter muito jogo de cintura, muita paciência, quando eu aprendi a não ligar pra coisas que antes eu ligava, datas, ciúmes, roupas, consegui ter um pouco mais de paz e leveza.

  4. Breno Matos

    Pitaco masculino na história.:

    Eu quero mais é que ela tenha a vida dela e possa me dar um espaço para as coisas em comum de casal, monopólio é crime empresarial, e deve ser ruim também (pior) quando se trata de monopolizar alguém. Ótimo eu saber que penso na pessoa algumas vezes no dia e que ela também pensa em mim, que a gente fique junto quando pudermos ficar juntos, mas se eu gostasse de ter um boneco (no caso uma boneca) eu comprava um e, sinceramente, essa fase já passou.

    Ciúme da roupa eu não sei se rola, já que eu prefiro ela vestindo algo que goste do que vestida de freira. Se tá comigo, ok. A roupa não define o caráter.

    Sou péssimo pra presentes, dá pra tentar arriscar algo por uma dica ou outra que ela dê, só.

    Quanto aos amigos, se eu tô namorando alguém, eu não preciso botar uma coleira na pessoa nem privar das amizades. Apresento os meus, se ela não for com a cara de um ou um não gostar dela, eu evito ficar desgastando os dois.

    Quanto às ligações, prefiro tbm que não sigam um ritual ou norma. Quando eu quiser eu ligo, se ela quiser, ela liga. Telefonema pra dizer “você não liga mais pra mim” até tem validade se eu SUMIR uns 2 dias (nenhum contato por nenhum canal), mas aí provavelmente ela deveria checar no IML ou em alguma delegacia, embora eu ache difícil.

    Minha família é legal – eu acho -, mas tem um monte de coisas que eles falam que eu não me sinto à vontade. E é uma mistura tão grande de opiniões que a mulher acaba entendendo eu não ser xiita pra nada, exceto pro meu time.

    No mais, fez qualquer besteira, me conte. Eu prefiro saber do que ficar especulando (o que a gente pensa bem da pessoa tem a mesma profundidade pra pensar mal). Eu conto as merdas que faço até que a pessoa diga que prefere imaginar a saber. Cada um encara como acha melhor.

    Meu caso real é um tanto insólito (e tu já deve tá saturada de ouvir), então tô respondendo de acordo com algo mais “ao vivo”, apesar de que a minha opinião seria a mesma se a distância fosse encurtada.

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